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Secalharidade de João Fiadeiro e Fernanda Eugénio

Abril 21, 2012 em AND_Lab por Jaco

João Fiadeiro Fernanda Eugénio Secalharidade

SECALHARIDADE

SEX 1, SÁB 2, DOM 3 de Junho

Culturgest – Pequeno Auditório 21h30

Produção RE.AL – Coprodução Culturgest – Parceria Alkantara festival

RE.AL é uma estrutura financiada pela Direção Geral das Artes e tem o apoio da Câmara Municipal de Lisboa e da Fundação Gulbenkian.

Estamos aqui para tomar uma posição e para partilhá-la em com-posição, em “modo encontro”. É da matéria explicitada e re-situada deste comparecer recíproco que ambicionamos extrair uma via para resistir. Para re-existir. Uma via para contornar o estado de refém em que a lógica da representação nos encerra. Uma maneira de traí-la, apenas o suficiente para devolver o encontro ao plano do uso. Não para negá-la, nem para afirmá-la – já que as máquinas do Não e do Sim só iriam reforçá-la, mas para fazer com ela. Para retroceder ao invés de avançar, estancando a cinética moderna do saber, proliferada e agravada, hoje mais do que nunca, no vício colecionista do “isso é isto” e no loop politicamente correto do “isso é isto ou isto, ou ainda isto…” Entretenimento que nos imuniza num desperdício ad nauseum de respostas que, entretanto, se esquece de questionar a pergunta.

Condição mínima: não faltar ao acontecimento e, sobretudo, chegaratempadamente. Desarmados de respostas prévias, disponíveis para flagrarno Óbvio a emergência de uma outra pergunta. Desativar a expectativa e todos os seus duplos – desejos de controlo e manipulação – que, por norma, nos fazem chegar adiantados ao “saber” e atrasados ao “que sabe” o encontro. Ativar, no seu lugar, um estado de secalharidade, uma espera distraída de todos os parti pris, que se adensa à medida que nos empenhamos numa estimativa recíproca, numa abertura ao “acidente” do Outro. Ativar ainda, uma responsabilidade filigranar, ética do manuseamento atento, em vez da apatia, da não-comparência, de um fugir generalizado, da desistência desiludida.

Estamos aqui, pois, a propor um entre-tenimento. Um “ter com”, um sustentar recíproco do não saber. Um “deixar-se estar” o tempo suficiente para que o próprio intervalo se efetue em “e”, em relação, em alteração mútua e em alargamento de mundo. Um entre-ter que cresce e se propaga como meio. Não como meio-termo, mas como meio-ambiente.

O percurso de João Fiadeiro têm-no levado a aproximar-se da investigação através da arte e a distanciar-se, a uma velocidade proporcional, da criação coreográfica e do “mundo do espetáculo”. Este movimento, que ganha agora uma dimensão mais formal com a sua colaboração regular com disciplinas como as Ciências dos Sistemas Complexos, a Neurociência ou a Antropologia, esteve sempre latente quer na sua prática enquanto artista, como na forma como desenhou a RE.AL – estrutura que fundou em 1990 – à volta de projetos transversais e laboratoriais. Em qualquer dos casos a sua ambição foi sempre investigar, questionar e experimentar modalidades do “como viver juntos”. E é exatamente essa questão que o leva a encontrar a antropóloga Fernanda Eugénio que, por sua vez, se tem aproximado das artes performativas na sequência de uma crescente inquietação em relação à omnipresença do interpretativismo relativista nas práticas de produção discursiva das Ciências Sociais e àquilo que começou, cada vez mais, a lhe parecer uma neutralização da vivência etnográfica na coerência explicativa do texto e na função-autor assumida pelo investigador. O encontro entre o método de Composição em Tempo Real desenvolvido por João Fiadeiro, e a etnografia como ferramenta para performances situadas de Fernanda Eugénio, toma forma no projeto AND_Lab (do qual SECALHARIDADE é uma das suas manifestações), que se afirma enquanto plataforma de partilha de procedimentos, operações e modos de “fazer problema”, vindos tanto da arte como da ciência, na relação-tensão entre política, ética e quotidiano.

 

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Andrew Poppy, Julia Bardsley, Lula Pena no Atelier Real

Abril 20, 2012 em Atelier Real, Residências de artistas/investigadores por Ines

O Atelier Real teve o prazer de hospedar e acolher no estúdio em Abril o compositor minimalista inglês Andrew Poppy e a artista plástica e performer Júlia Bardsley que vieram gravar novos títulos para o projecto “SHINY FLOOR SHINY CEILING “em colaboração com a Lula Pena.

Andrew Poppy e Julia Bardsley colaboram desde 1989 em projectos tais como Avalanche Thoughts, uma obra que estreou em NovaYork em 2002 e mais recentemente Improvements on Nature que foi comissionado pelo Sacred Festival no Chelsea Theatre em Londres.

Mais informações: www.andrewpoppy.co.uk

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Handling_Tools no Atelier Real

Março 14, 2012 em AND_Lab, Workshops por Jaco

O workshop HANDLING_Tools é desenhado à volta do objetivo central de transmitir um modus operandi assente na substituição do protagonismo do sujeito, do controlo e da manipulação por uma ética do manuseamento cuidadoso, que transfere todo o protagonismo para o Acontecimento. De 20 de Março até 29 de Maio de 2012  recebemos 20 artistas e investigadores no Atelier Real.

Para mais informações sobre o Handling_Tools clique aqui.

Para ver as fotos das sessões Handling_Tools no Atelier Real clique aqui.

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Manifesto Secalharidade

Março 13, 2012 em AND_Lab por Jaco

O Manifesto Dos modos de re-êxistencia: um outro mundo possível: a secalharidade é o texto que sustenta e enquadra o projecto Secalharidade.

Se a Modernidade põe a existência como cisão entitária e a Pós-Modernidade não consegue sair do relativismo da resistência como cisão cambiante, é possível imaginar um outro mundo possível?

Clique aqui para ler/descarregar o Manifesto.

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O que um livro pode

Março 10, 2012 em Acolhimento de eventos, Atelier Real por Ines

O QUE UM LIVRO PODE – ENCONTROS A VOLTA DO LIVRO DE ARTISTA E DA AUTO-EDIÇÃO – aconteceu nos dias 8, 9, 10, 11 de Dezembro de 2011. Foi um evento organizado e produzido por  Oficina do Cego / GHOST Associação
em colaboração com o Atelier Real e a STET.

O título desses encontros “O que um livro pode” – com a sua formulação que ecoa algo de incompleto ou suspenso – pretende reforçar este aspecto: o que um livro pode ser, o que ele pode devir, o que ele pode conter, em que ele pode ser transformado… ou seja, o livro enquanto espaço de potencialidades – que sempre desafia as próprias convenções do livro “tradicional”. Papel, páginas, capa e contracapa, mas também texto, imagem, relações entre texto e imagem, entre imagens, fotografias, desenhos, entre textos, elaboração de estratégias de narração, de ficção, de interacção com o leitor, diversidade dos modos de impressão… constituem alguns dos recursos de que o artista dispõe e agencia para desmultiplicar as formas do livro e complexificar as suas redes de significados.

O QUE UM LIVRO PODE foi um programa de quatro dias que ambicionou lançar as fundações para um debate sobre o livro de artista em Portugal, propiciando encontros entre 20 artistas, designers, críticos e pensadores que fazem livros e praticam a auto-edição.

Mais informações:
atelier-real.org
ghost.pt

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Lançamento da publicação GHOST

Março 9, 2012 em Acolhimento de eventos, Atelier Real por Ines

No dia 24 de Março de 2012, o Atelier Real acolheu o lançamento da publicação  GHOST, com a participação da OFICINA DO CEGO (tômbola), de A SALA (lançamento do catálogo A Sala 2006-2011 e projecções), da GROOVIE RECORDS (lançamento da reedição do LP Os Tártaros, primeira banda portuguesa de Surf Garage) e da RÁDIO ZERO (programa em directo).

A publicação GHOST veio concluir o ciclo de residências que ocorreram entre Abril e Julho de 2011 no Atelier Real em Lisboa, dar um passo atrás para formar um olhar sobre a experiência de residência, para atender à capacidade de cada um destes grupos para se instalar e desinstalar, de determinar os seus modos de colaboração e de delegação, de interferências entre o público e o privado, entre o espaço e as ferramentas com que se faz.

Possibilitou uma investigação sobre a justaposição de cinco experiências, cinco testes ao formato da residência artística enquanto plano de impressão de processos emergentes de um conjunto de decisões colectivas. Cinco propostas de organização e criação de conhecimento pela prática, onde a matéria e os conteúdos produzidos se inscrevem politicamente nos modos como se opera e se transmite.

Mais informações:
ghost.pt

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Construção

Março 8, 2012 em Atelier Real, Residências de artistas/investigadores por Ines

“Construção” é um projecto de colaboração entre Cátia Leitão (PT) e Mariana Pimentel (BR) que tem como objecto inicial de investigação a “Telenovela”.

A partir da sua análise e  desconstrução, foi retirado um conceito que têm orientado esta fase do processo que decorreu no Atelier Real em Maio de 2012: a biografia colectiva sob a perspectiva de construção de uma memória comum através do ato de “pedir” como expressão actual de grande parte de situações (íntimas, privadas ou públicas) da nossa vida.
Perceber como podemos subverter o concretismo do material obtido ao longo do processo em sugestões subtis que criem outras camadas de percepção no objecto que se constrói.

“Construção” ainda está em processo e terá um ensaio aberto a 28 de Maio no PIM OFF/Milão, Itália.